Pigmento – video
Junho 16, 2007Quem somos?!
Junho 16, 2007Olá…Somos a Rita e o João…
Alunos do Curso de Som e Imagem, da Escola das Artes, da Universidade Católica Portuguesa.. Pólo da Foz.. Da Licenciatura e Especialização em Artes Digitais…a frequentar o 4ºano do mesmo. Este Projecto, PIGMENTO, foi desenvolvido do âmbito da cadeira de Vídeo Arte Interactiva orientado pela professora Helena Figueiredo e professor Jorge Cardoso.
Cartaz PIGMENTO
Junho 14, 2007Flyer PIGMENTO
Junho 14, 2007Descrição do projecto |PIGMENTO
Junho 14, 2007-
Breve Descrição Pigmento
O interesse e motivação em realizar um trabalho de pintura interactiva surgiu após alguma pesquisa e interesse no resultado visual e conceptual que um projecto desta natureza pode alcançar.Consiste então num projecto de vídeo arte interactiva que utiliza motion tracking, através da utilização do software Processing. Trata-se de um protótipo de uma aplicação/ vídeo para uma pintura interactiva.O objectivo principal do sistema consiste em dar ao utilizador a possibilidade de criar uma pintura interactiva. Ou seja, o utilizador, através dos movimentos do seu corpo capturados por uma câmara, poderá associar ao seu gesto, o resultado visual da pintura que se vai construindo em tempo real na tela de projecção.A cada movimento, ou a cada parte do corpo serão atribuídas diferentes coordenadas que projectarão diferentes pinceladas, de diferentes cores, tamanhos e posições, velocidades.O utilizador terá a liberdade de criar interactivamente diferentes pinturas. O objectivo será proporcionar ao utilizador uma experiência estética e interactiva ao mesmo tempo. De forma a reflectir esta ideia inicial, realizamos investigações sobre o estado da arte nesta área em termos teórico e técnico.
-
Descrição Aprofundada Pigmento
Como já apresentamos anteriormente, este trabalho consiste numa peça interactiva e o tema da nossa aplicação é Pintura interactiva/pintura virtual, que pretende questionar a maneira como reagimos e criamos estímulos produzidos na criação de uma obra artística.O objectivo é retirar os objectos que estamos habituados a utilizar na produção artística tradicional. Ou seja, quando pintamos um quadro temos uma acção sobre uma tela que depende de um pincel, tinta e de outros suportes materiais que definem a maneira de se interagir e de exprimir algo. Ao retirarmos esses objectos estamos a criar uma nova maneira de perceber o processo artístico.Com as novas tecnologias e processos digitais, é possível transformar a maneira como o corpo interage com a obra artística, cria-se uma nova gestualidade.Sendo um trabalho interactivo, os objectivos principais do trabalho implicam assim uma modificação na tela pois se assim não fosse, o nosso trabalho não teria sentido sem essa interacção.Torna-se por isso um trabalho mais atractivo e interessante visto que cria uma forma diferente do utilizador interagir com uma pintura. Perde-se a materialidade e a pintura ganha uma forma mais abstracta associada ao gesto virtual. Um dos possíveis problemas do nosso trabalho é a pessoa não associar o gesto ao que é representado na tela mas como só a presença do utilizador em frente da tela provocará interacção esse não será um problema que impedirá de o perceber o conceito da peça.Outro dos objectivos do trabalho é questionar a materialidade da produção artística principalmente no âmbito dos novos media, é esta interactividade que proporciona esse sentido à obra.Quanto à implementação do projecto, os parâmetros que definimos para a peça interactiva estão directamente relacionados com o conceito e ao escolhermos a utilização do corpo como ferramenta de interacção queremos explorar todas as potencialidades do corpo sem que haja uma limitação a uma parte específica do corpo. A ideia é portanto, fazer com que o utilizador pense no corpo de uma forma global e única, tirando partido de toda potencialidade que tem, que muitas vezes é esquecida ou limitada aos membros superiores. Como a interacção não tem um reflexo directo, também queremos que o utilizador questione a sua função enquanto realizador do acto artístico. Ao modificarmos a maneira com a qual o utilizador escolhe a forma do “pincel”, a forma com que pinta, ou a cor, mudamos a maneira dele se perceber como criador da obra. O utilizador pode criar uma pintura virtual conforme se movimenta perante a tela. O propósito da interacção é criar uma pintura interactiva, e por isso vai contar com a construção de uma pintura virtual. Tratando-se de uma peça de entretenimento, a ideia deste trabalho é proporcionar uma nova forma de se sentir o acto artístico. Ao tirar aqueles elementos que intermedeiam o “pintor” e a tela, causa uma nova forma de se perceber a plasticidade.Ao ser uma peça de Entretenimento, o objectivo da interacção é a criar uma experiência de um novo ponto de vista voltando a uma técnica milenar que é a pintura. Esta obra pretende relacionar métodos tradicionais de produção artística com os novos media.O espaço da peça, pode ser um museu, uma sala. Sobretudo funcionara num espaço público aberto com a uma área moderada de modo a que as pessoas se possam mover e mexer livremente.A peça é destinada principalmente a pessoas adultas entre os 20 e 60 anos. O público-alvo, serão sobretudo pessoas ligadas ao âmbito artístico, para terem mais presente essa ausência de materialidade.Não são esperadas mais pessoas nem sexo feminino, nem mais masculino, são esperadas, um número relativo entre os dois sexos.É interessante para a peça que as pessoas que interajam com o trabalho tenham pelo o 12º ano de escolaridade para serem mais ligados aos meios tradicionais de expressão.O utilizador tem que interagir de livre vontade com a peça e o estilo do utilizador vai ser de experiência, deverá ser mais uma experiência intuitiva e que reflicta sobre acto artístico em si pelos movimentos do corpo.O nosso utilizador deverá ter também contacto com computadores, e devem ser utilizadores que estejam habituados a navegar na Internet. Mas, não deve ter grande contacto com técnicas de programação e criação de formas no espaço digital pois dessa forma sentia mais o conflito entre a maneira tradicional de realizar pinturas e esta nova forma, proposta.Mas na generalidade, não é obrigatório gostar deste tipo de ambientes.
-
Design de Interactividade
• Estrutura da informação e formas de acesso
• Tipo de interacção
• Tipo de interfaces e mapeamento entre eles
O tipo de interacção (comportamentos) que se esperam em relação ao feedback é a pintura em si.A peça é destinada apenas a um utilizador. A velocidade com o qual o utilizador aprende como decorre a interactividade está relacionada com rapidez com que se abstrai da materialidade da pintura. Desta maneira, o sucesso da peça depende dessa aprendizagem, sendo que está a influenciar a forma de perceber o tema e interesse da obra.Os parâmetros principais da peça estão descritos numa matriz neste documento. É preciso criar e existir uma manipulação através de interacção, senão não haverá nada na tela. O deslocamento do utilizador em frente da tela, será essa a manipulação. Haverá uma transformação dos objectos conforme os movimentos.A acção do espectador vai ser apresentada linearmente. O movimento produzido será representado objectivamente onde foi efectuado. Por exemplo, se o utilizador estiver do lado direito do ecrã o resultado será produzido no mesmo lado.Os Objectos virtuais necessários na peça serão objectos geométricos (círculos, quadrados, triângulos), objectos abstractos (linhas com formas variadas) e objectos orgânicos.Todos os objectos têm o mesmo grau de importância. Na nossa peça são precisas 4 coordenadas principais, para as quatro formas diferentes.Deverá processar formas geométricas, formas orgânicas e pinceladas de tinta abstractas.Todos os processos estão descritos na matriz. É um PI (interface físico) mais próximo “non-apparent PI”. A informação é sempre sobreposta.O utilizador perceberá de imediato a interacção, já que o simples acto de “estar” já provoca interacção.Em termos de meios técnicos, será precisa apenas uma câmara, uma tela de projecção e um computador.O interface físico não tem um contacto físico com o utilizador, encontra-se no mesmo espaço captando os input data através de uma câmara que não limita a movimentação do utilizador.Deverá ser considerado o tamanho da tela de projecção, a resolução, o espaço de interacção do utilizador e o deslocamento no espaço.A interacção torna-se assim à medida que o utilizador interage intuitiva.Como o interface físico é muito disfarçado o utilizador só vai dar conta dele quando experimentar, ou seja, quando se movimentar em frente de tela, criando formas e imagens.Cada acção do utilizador resultará num único resultado, ou seja, cada acção do utilizador terá um resultado próprio, o que proporciona uma aprendizagem através de tentativas.Visto que o interface reage ao movimento do corpo, o utilizador mesmo que por acaso irá conseguir perceber como se realiza a interacção. Ou seja, quando o utilizador entrar na sala do projecto irá movimentar-se como faz naturalmente ao longo do seu dia. Ao fazer isso irá criar imagens na tela que o indicará que ele deve interagir com a peça.Mas como se trata de um trabalho muito intuitivo e com grande feedback, a audiência não terá dificuldades de perceber a sua relação com a peça e nãão haverá um desgaste do material em causa, pois o utilizador não entra em contacto directo com a peça.Como o interface foi um pré-requesito para este trabalho, a sua relação com a temática está condicionada e directamente ligada, e por isso também tem um sentido metafórico já que o tipo de interacção em si está relacionada ao conceito da obra. Quer dizer que, se o tipo de interacção fosse outro qualquer toda a justificação deste trabalho seria abalada.Apesar do utilizador poder não perceber qual o tipo de acção que tem que realizar, no momento em que entra no espaço, já está a interagir com a peça, e por isso torna-se natural e intuitivo.Quanto ao feedback da peça, como o interface é uma tela em branco a única coisa apresentada será o resultado de uma movimentação onde o utilizador escolhe “os tipos de pincel” através desses mesmos movimentos. Ou seja, o utilizador não se deparará com sinais que o distraiam ou que apresentem uma hierarquia. Quanto ao Interface Lógico, não haverá nenhuma representação directa.Os mapas são definidos pelo posicionamento da pessoa em frente da tela, ou seja, existirá assim uma relação directa, ou seja o movimento cria uma “forma” no exacto lugar onde o utilizador esta a se movimentar.A precisão também não tem que ser extrema, mas é necessária alguma visto que o local onde o utilizador age deve ser próximo ao que produz o feedback.Os mecanismos de interacção basicamente são o corpo do utilizador, por isso ele tem total controle das suas acções. Por outro lado, ele não tem controle dos objectos que são criados, mas apenas da sua localização.O utilizador só consegue perceber que o seu deslocamento produz uma acção num determinado lugar, mas não consegue distinguir com precisão o que mais faz, apenas que a imagem criada seja de um tipo ou de outro. Os objectos modelados e as formas que resultam estão descritos na matriz com as regras da peça (ver).


